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domingo, 20 de novembro de 2016

labirinto



Perdi-me nas rotas das tuas borboletas
Ofusquei-me no crepúsculo do teu olhar
Nos roteiros dos teus cabelos
Confundi meu destino
Entre teus seios esqueci dos badalar
Do sino
Da estação da cigarra
O percurso do albatroz
O balé das andorinhas

O ser perde a razão
E passa a vagar por aí
À toa
Pelas ruas do ocidentes
Por entre os esgotos
Tomando banho de chuva
Comendo fermentados brotos

A vantagem é que acabei
Tornando-me um bardo
Poeta de rimas pobres
E acordes regular no alaúde
Amiúde
Acordo com o crepúsculo
Aquarelado
Abrindo meus olhos
E o canto do bem-te-vi
As gelosias da minha janela
Verde
Nos labirintos das suas lendas
Entre seus tricotados de rendas
Troquei o roteiro do meu mapa
E sai pra vida num fusca azul
Mas levei meu camaleão
Meu terno e gravata
E meu arranhado violão
Com ele fiz uma canção
Pra tocar nas ondas de uma AM
E criar um maremoto no teu coração
Claro que uma rosa bela
Apelida os colibris

4 comentários:

  1. Acróstico
    Ao bardo Luiz Alfredo

    O poeta terá sempre razão
    Porque em versos amor traduz
    O que o exclui de nós, multidão
    Então o torna mensageiro da luz
    Taí Luiz Alfredo com áurea visão
    Abrindo conteúdo de seus baús.

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  2. Olá, Luiz.
    Você é um bardo dos bons.

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  3. Amigo Alfredo, poeta telúrico a cantar as coisas lindas da tua aldeia. Fusca azul, tive um, mas faz muito tempo. Um abração daqui do sul do Brasil. Tenhas um ótimo fim de semana.

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