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segunda-feira, 5 de junho de 2017

noturno

Meus olhos taciturnos
Mesmo assim acedem algumas
Estrelas
Acendem caldas de alguns cometas
Vagas-lumes
Neste caminho tenebroso
Noturno
Com meu fósforo acendo
Um poema do velho poeta de Russas
E assim a noite me leva
A nenhum lugar algum
A vida dilacera minhas artérias
Mas meu coração bebe os orvalhos
Das flores sem nomes
Cai uma tênue garoa
E eu recito um Byron
Uma ruma e insetos fazem
A orquestra
Meus olhos que nunca foram
Meus
Foram dos cogumelos encantados
Das flores proibidas
Agora são lentes implantadas
Mas estão cheios de lembranças
Paixões
Absintos
Doces pontiagudos
Mas agora enxergam a escuridão
Meu coração palpita
E grita para os corvos
Que sou um espantalho
Mas trabalho cada grão
Do poema
E com minha foice
Corto as dificuldades da vida
E planto crisântemos e margaridas
Para agradecer a terra
Agora vou esperar o sol
E o bem-te-vi
Depois vou dormir na minha
Poltrona com os percevejos


quinta-feira, 18 de maio de 2017

ave soa

A gaivota escreveu com seu negro
Bico
Uma partitura poética
Deixando aquele verso  silencioso
Na solidão azul do céu
Bramindo nas águas verdes do

Mar 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ave Deus

mais um AVC
o último haverá de ser
veio pra matar
mais sobrevivi
e a vida continua linda

estive desconectado
com p BLOG
mais estou aqui

quinta-feira, 23 de março de 2017

Chuck Berry
Etrawberry field forever
Marcaram minha vida
E da do meu Fusquinha azul

Foi estranho
Aquelas flores saíram
Dos poemas de Baudelaire
E foram exalar seus hálitos
De absinto
E estramônio
Dentro de mim

Walt Whitman
E Lorca
Gritam poeticamente
Pelo conceito de Liberdade
Tomar sol
Beber as ondas do mar
Com os olhos
E viver com o Coração

Aquele guarda
Parecia o Belo
Abordou-me
Perguntou se eu tinha
Cannabis
E pediu os documentos

A vida é uma margarida
Mas pode perder as pétalas
Numa bala perdida
Numa batida
Pode ser despetalado
Como um mal-me-quer
Por causa de uma mulher

O poeta morreu
Mas deixou sua epigrafe
No seu túmulo de mármore
Que a lua vem de vez em quando
Vem lê-lo

Um besouro bebe
O néctar de uma papoula
Vermelha
Depois vem um beija-flor
Ainda sou mui feliz
Ganho minha vida
Com os versos que fiz
E com um pedaço de giz


Chuck Berry - Johnny B. Goode (Live 1958)

Roll Over Beethoven - Chuck Berry LIVE

terça-feira, 21 de março de 2017



Neste dia Internacional
Da poesia
Venho agradecer
E dedicar meus pobres
Versos
A todos os poetas grandes
E aos pequeninhos
Que arriscam
Rabiscam
E riscam seus versos
Nas folhas
Secas
Almaço
E de papelão
Nas cartolinas
No que encontram pelo chão

Tenho tudo que quero
Neste mundo de meu Deus
E tenho meus versos
E estes poetas que dão vida
As palavras
Algumas já sem vida
Até as palavras podres pobres
Enche-se de lirismo
E tornam-se lindas no poema
Versos que extraem o néctar
Da flor
Enchendo minha boca
De vulcão

Todos os dias são para
Mim
Dia da poesia

Saudades do Anchieta
Gregório de Matos
Francisco Carvalho