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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

...

Estou triste choro deploro
Tenho saudades da minha parceira
Ela que sorria com minhas piadas
Sem graça
Tenho saudades dela
Que foi uma matriarca em meu viver
Imaginando um cara como eu
Ter um  uma amiga
Daquelas que quando ela morre
Fica na minha alma de metal
Mas quem comanda o amor é o coração
E ainda ele é de carne
Mais meu horário
Minha alma é de metal
Mas trago na algibeira
O deus imerso na natureza
O Deus que merge numa autoconsciência
De Hegel
Ser uma partícula de Deus
Ter Aglaisse com parceira
Sanja com o Sulamina Ceci jJulieta
Mora na linda Fortaleza
Anda pela beira Mar-mar
Verde azul aurora aquarelada
Ser poeta
E amar os poetas daqui
Comer versos de um Francisco Carvalho
Imagina que todos os dias
De pais
Ou no dia do pai
Ela me presenteava com um sapato
Um  dia numa tarde poética
Eu pensei na metáfora de ter
Um sapato presenteado
É um conto mui lindo
Um verso sem medida
Um ensinamento uma lição
 E comer alpistes poetas
De um Patativa do Assaré
Que sereia a vida sem os poemas
Do Lorca Neruda Caeiro
Sem está quente xícara fumegante
De Café
Minha parceira mora nos meus
Sonhos
E na minha alma de metal
O meu cérebro ocidental
Racional lógica magistral
É alimentado pela carótida
Aberta pelo Stende
E pelo sangue diluído
Pelos anticoagulantes
Não pense que vou esquecer vossas
Palavras
Seu sorriso
Um coração grandioso que guardava
E ajudava muita gente
Falta você
Principalmente seu sorriso







terça-feira, 8 de agosto de 2017

Eu e tantos eus

Eu
E esses tantos Eus
Deus
O devir da natureza
A dialética do pensamento
Do homemulher(ers)
Fernando Pessoa
Tinha tantos Eus
E um monte de poetas
Cada um tinha um nome
Mais devia ter mais
Ainda bem que li Lacan
Li o Lobo da Estepe
Li a Mensagem de Fernando Pessoa
E suas outras pessoas
Não me comparo  eles
Leio seus versos
Aplico na alma
Nas artérias
E em cada tecla da máquina de escrever
Desligo a TV
E vou Lê um Thomas Mann
E talvez amanhã
Eu vá á Jaçanã
Eu sou u8m pobre poeta
Rimas pobres
Algibeira sem nenhum vintém
Exagero
Tem sim alguns
Sou poeta mais sei vender
Pirulitos
Declamar uns poemas
A vida depende de um Stender
De gotas anticoagulantes
A variante de Karpov
Levou-me ao Hospital
Desligo sem entender
Tenha um brusco AVC
Nunca vou esquecer a Loló
Tentando me lamber
Minha doce esposa
Levanto-me do chão
Mi hija Ella levanta El dorso
Um AVC
A morte lambe teu coração
Para a medicina parece não
Ser nada
Com uma carótida entupida
Placas de lipídios deslocando-se
Pelas as artérias
A outra carótida está com um
Stender
Tomando umas vinte pílulas
Dieta sem sal
Sem açucares
Mas eu sei de mim
Mesmo que seja pouca
Tenho agora uma alma
De metal
A vértebra L2 fraturada
Mais minha medula
Não foi afetada
E minhas vértebras colaram-se
Agora sou um homem rico
E feliz
Sou filho do dono do mundo
A ele peço luz aos meus olhos
Acordes aos meus ouvidos
E  poesias ao meu coração
Gosto desta forma neo-concreta
Meio Gullar
Estou lendo Haroldo Campos
Galáxias
Estou subindo uma Montanha Mágica
Eu sei que meu amanhã
Será lindo
Quero terminar esta vida
Conversando com bem -te –vis
E lendo poemas em Árabe
Spinoza nos colocou imersos
Mergulhados em Deus
Deus é um conceito pela qual
Medimos  nossa alma
Ele está contido no pensamento
Não conseguimos pensar este conceito
Ele está no pensamento em si
Um espantalho me falou
Somos  seres imersos na eternidade
No horizonte azul
Banhado de estrelas
E um lindo luar
E uma galáxia espiralando
Nossos nervos
Nossas vísceras
Minha alma de metal
Não deixou de entender
O Amor
Nem de te amar-te
Por ti vou a Marte
Escrever poemas nas peles
De Fobos e Demos












sexta-feira, 28 de julho de 2017

...

Escrevia sonetos
Versos de muitas articulações
Catava o que podia das estrelas bilacquianas
Das imensas constelações
Fazia versos em branco
E com estranhos sinais
Gostava de fazer versos
Nos dorsos das folhas mortas
Nas vértebras
Nas sílabas nasais
Assaz
Ainda não aprendi escrever canções
Em partituras
Meu alaúde sempre me ilude
Com seus sons
Até minha flauta ressalta
Aquela poesia do Lorca
Aquela do Neruda
Vale a pena declamar um Gullar


                                                       Luiz Alfredo - poeta


segunda-feira, 5 de junho de 2017

noturno

Meus olhos taciturnos
Mesmo assim acedem algumas
Estrelas
Acendem caldas de alguns cometas
Vagas-lumes
Neste caminho tenebroso
Noturno
Com meu fósforo acendo
Um poema do velho poeta de Russas
E assim a noite me leva
A nenhum lugar algum
A vida dilacera minhas artérias
Mas meu coração bebe os orvalhos
Das flores sem nomes
Cai uma tênue garoa
E eu recito um Byron
Uma ruma e insetos fazem
A orquestra
Meus olhos que nunca foram
Meus
Foram dos cogumelos encantados
Das flores proibidas
Agora são lentes implantadas
Mas estão cheios de lembranças
Paixões
Absintos
Doces pontiagudos
Mas agora enxergam a escuridão
Meu coração palpita
E grita para os corvos
Que sou um espantalho
Mas trabalho cada grão
Do poema
E com minha foice
Corto as dificuldades da vida
E planto crisântemos e margaridas
Para agradecer a terra
Agora vou esperar o sol
E o bem-te-vi
Depois vou dormir na minha
Poltrona com os percevejos


quinta-feira, 18 de maio de 2017

ave soa

A gaivota escreveu com seu negro
Bico
Uma partitura poética
Deixando aquele verso  silencioso
Na solidão azul do céu
Bramindo nas águas verdes do

Mar 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Ave Deus

mais um AVC
o último haverá de ser
veio pra matar
mais sobrevivi
e a vida continua linda

estive desconectado
com p BLOG
mais estou aqui