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domingo, 20 de novembro de 2016

labirinto



Perdi-me nas rotas das tuas borboletas
Ofusquei-me no crepúsculo do teu olhar
Nos roteiros dos teus cabelos
Confundi meu destino
Entre teus seios esqueci dos badalar
Do sino
Da estação da cigarra
O percurso do albatroz
O balé das andorinhas

O ser perde a razão
E passa a vagar por aí
À toa
Pelas ruas do ocidentes
Por entre os esgotos
Tomando banho de chuva
Comendo fermentados brotos

A vantagem é que acabei
Tornando-me um bardo
Poeta de rimas pobres
E acordes regular no alaúde
Amiúde
Acordo com o crepúsculo
Aquarelado
Abrindo meus olhos
E o canto do bem-te-vi
As gelosias da minha janela
Verde
Nos labirintos das suas lendas
Entre seus tricotados de rendas
Troquei o roteiro do meu mapa
E sai pra vida num fusca azul
Mas levei meu camaleão
Meu terno e gravata
E meu arranhado violão
Com ele fiz uma canção
Pra tocar nas ondas de uma AM
E criar um maremoto no teu coração
Claro que uma rosa bela
Apelida os colibris

domingo, 13 de novembro de 2016

Luiz Alfredo: Aporiasdo Zenão de Eleia

Luiz Alfredo: Aporiasdo Zenão de Eleia: UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC CURSO DE CONTABILIDADE DISCIPLINA: FILOSOFIA E ÉTICA DO DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA PROFESSOR: LU...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

versos



São poemas moribundos
De um maribondo alucinado
Com seu zoom de bardo
Vive acordando as flores
Com seus versos encantados

São poemas do mundo
Que fala do poeta apaixonado
Que vive abandonado na taverna
Tomando absinto
Com pedaços de luar

Vive tomando os brilhos das estrelas
Devorando estribilhos enamorados
É bom se apaixonar pelas flores
Aquela borboleta acolá
Pelo canto do bem te vi
Pelo poemas do sabiá
Apaixonar-se pelos olhos dela
E os acordes do violão
Numa tarde qualquer
É uma questão do destino
Ser amazônida
Uma banda de nordestino
Ser galáctico
Sou um grão de areia perdido
Nesta imensidão
Fui pastor de grandes rios
Hoje leio um poema do poeta
De Russas das Éguas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eu e meu macaco


Houve um dia
Em que eu desci das árvores
Para me tornar um homo sapiens
Abandonei os galhos de frutos
Doces
Para andar ereto
E aprendi a colher os frutos
Com as mãos flexíveis

Haverá um tempo
Que enxergarei a vida
Com outros olhos
Deixarei para trás meus olhos
De neon
Euclidiano geométrico
Cartesiano mordaz
Assaz descerei dos galhos
Ocidentais
Deixarei no outro lado
Da ponte
O homem racional dialético
Falaz
Assaz
Para ser o super-homem

Assim como abandonei
O símio sagaz
Para ser este homem loco
Locais  
Louco demais
Que aprendeu a acender o fogo
Explodir o átomo
A eclodir a si mesmo
Incendiar florestas
E apagar estrelas


terça-feira, 9 de agosto de 2016

...








aos poucos fui enxergando pouco tão pouco  muito pouco fiquei louco quando não vi o luar o mar  mar
o azul do mar as gaivotas o sabiá sabia que tão  lá
o grito podia escutar        o canto o vento bater n
 rosto neste mês de          agosto o gosto do cho
  late o mate malte            mas não lia nem via
   o que dizia poe                marllam ate as es
    nem as cham                   meu cristalino a
       as dos va                        catarata sto

         turvolh                           opacolho