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quinta-feira, 23 de março de 2017

Chuck Berry
Etrawberry field forever
Marcaram minha vida
E da do meu Fusquinha azul

Foi estranho
Aquelas flores saíram
Dos poemas de Baudelaire
E foram exalar seus hálitos
De absinto
E estramônio
Dentro de mim

Walt Whitman
E Lorca
Gritam poeticamente
Pelo conceito de Liberdade
Tomar sol
Beber as ondas do mar
Com os olhos
E viver com o Coração

Aquele guarda
Parecia o Belo
Abordou-me
Perguntou se eu tinha
Cannabis
E pediu os documentos

A vida é uma margarida
Mas pode perder as pétalas
Numa bala perdida
Numa batida
Pode ser despetalado
Como um mal-me-quer
Por causa de uma mulher

O poeta morreu
Mas deixou sua epigrafe
No seu túmulo de mármore
Que a lua vem de vez em quando
Vem lê-lo

Um besouro bebe
O néctar de uma papoula
Vermelha
Depois vem um beija-flor
Ainda sou mui feliz
Ganho minha vida
Com os versos que fiz
E com um pedaço de giz


Chuck Berry - Johnny B. Goode (Live 1958)

Roll Over Beethoven - Chuck Berry LIVE

terça-feira, 21 de março de 2017



Neste dia Internacional
Da poesia
Venho agradecer
E dedicar meus pobres
Versos
A todos os poetas grandes
E aos pequeninhos
Que arriscam
Rabiscam
E riscam seus versos
Nas folhas
Secas
Almaço
E de papelão
Nas cartolinas
No que encontram pelo chão

Tenho tudo que quero
Neste mundo de meu Deus
E tenho meus versos
E estes poetas que dão vida
As palavras
Algumas já sem vida
Até as palavras podres pobres
Enche-se de lirismo
E tornam-se lindas no poema
Versos que extraem o néctar
Da flor
Enchendo minha boca
De vulcão

Todos os dias são para
Mim
Dia da poesia

Saudades do Anchieta
Gregório de Matos
Francisco Carvalho

sábado, 24 de dezembro de 2016

Natal



Natal
Não é apenas uma semente
De tâmara
Que tem gosto de deserto
Histórias de mil e uma noite
Um luar abrasador

Mas é o nascimento de um poeta
Que versificava sobre o amor
E o reino de Deus
Colocando dentro de uma semente
De mostarda
Parábolas profundas eternas

Vestia os trigais separando-o
Do joio
Os lírios dos mais garbosos
Fatos
Aromas
E pêndulos ditosos
Que nem o poeta de provérbios
Se vestira como eles
Nem uma rainha com seus bordados
Véus sedosos

Coroou-se de espinhos sanguinolentos
Para trazer-me vida
Para que eu ame o outro
E tenha no meu coração
A mansidão
E compreenda a autoconsciência
Eu um grão tão pequeno
Nesta imensidão
A vagar com minhas metafísicas
Do ser e do não ser
E pobres poesias procurando
Dizer
Coisas que eu nem consigo
Compreender



terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Despeta-lo-ei



Despetalei um bem me quer
Roleta russa sem bala
Pra saber se ela me quer
Desesperada cabala

Num crepúsculo rosicler
Pela cortina resvala
Numa pétala qualquer
Amolada navalha

Que uma pétala sequer
Diga que vou sempre amá-la
Para o que der e vier

A última que sacá-la
Venha me esclarecer
Que com ela arrumo a mala