Seguidores

terça-feira, 22 de maio de 2018

Maria Giulia

Como uma orquídea
Que nasce numa floresta
Florida
Em festa
Tem algum néctar
Da Avó Aglassi
Alguma pétala da avó
Magnólia
Nascestes numa noite rosada
Iluminando um dia
De choros de alegria
Sorrisos do que era nostalgia
Virou canção
Eu sou o poeta que tive a honra
De fazer tua primeira poesia
Chegastes a este mundo
Para enchê-lo de paz
E engrandecer a Deus
A Jesus Cristo
Assaz
Traz uma herança divina
Tens a felicidade de ter
Lindo pais como o Júlio
E a Giviani
Avós
felizes estão os manos
Fio e Lutiane
E o bisavô
E sou o teu tio poeta
E que vou escrever-te poemas
Vou orar por ti
E dizer ao bem te vi
Ao colibri
pedi a juriti que cante
a todo aos crepúsculos
as flores
Ao mar
As estrelas
E a ao luar
Que nasceu a linda Giulia
Uma Maria como tantas
Marias
Mas uma única Maria Giulia
Um ser bela linda singela
A engrandecer esta Terra
Azul...

Luiz Alfredo - poeta


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Tempestade


outonais
levadas pelo tempo
pelos ventos
pelas tempestades vendavais
ao acaso de Cristana César
a um Cacaso
poemas ao acaso
como ser um grande poeta
ter que atravessar um Vinicius
de Moraes
assaz um Drummond
jaz um Gullar
ao versos sertanejo
puro espinhos de mandacuru
geometricos realejos
madrilenhos de João Cabral
uma Florbela Alma da Conseição
uma canção de Gonçalves Dias
um Quitana que denuda
deixando nossa audição muda
um Lorca um Neruda
os versos oração de Pe. Vieira
os versos espraiados escrios com cantos
das gaivotas
levados pelas ondas do mar
do poeta Anchieta
não chegaria a uma metonímia
de um Francisco Carvalho
a um soneto de um Sinobilino
e seu lindo soneto cheio do verbo
amar
a esteira de um Bandeira
ao aroma de framboesa
de uma Cecilia Meireles
sou apenas um mísero poeta
sem vintém
sem pátria
sem um crisâtemo na lapela
apenas alguns vocábulos lusos
e um iorubá tupiniquim
mas sei declamar um Vicente
Leite
a um febril
ao doentil Álvares de Azevedo
ao apaixonado bardo Byron
a Noveli
ao irônico sático Gregório de Matos
ao naufrago malárico na beira
do madeira
Vespasiano Ramos
um Ferreira Gullar
os encantos concretos
dos irmãos Campos
aos cordeis que cativa
do menestrel cantador Patativa
a balbuciar um Withman
o atávico telúrico matogrossense
Manoel de Barros
ao poeta da praça do Ferreira
sem eira sem nome sem grana
Mário Gomes
insone que o tempo não consome
inesquecível que os poemas
não somem
comendo lagartas e poetizando
borboletas...
eu sou apenas o poeta de pobres
metáforas
poucos pronomes
que ama o luar
as borboletas metamorfoseadas
as papoulas osculadas pelas abelhas
pelos beija-flores
as flores multicores
ama a autoconsciência que dialetiza
esta existência
os poemas declamados violados
realejados de Dylan
Traduzione Italiana The World Of John Hammond 10 Settembre 1975 WTTW - TV Studios Chicago
YOUTUBE.COM
CurtirMostrar mais reações

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Amanheço com o canto do rouxinol
Escutando um encanto do Bado & Binho
Na minha vitrola de outrora bem baixinho
Nesta linda aurora em Fortaleza de sol

Pulso quebrado diabético dois AVC
Mas sou um poeta e ente eloqüente e coroa
Arisco um gole de camomila um mel uma broa
Curto uma tira faço dois  versos pra você

Rabisco com lápis de cera riscos à-toa
Vou levando esta extraordinária existência
Este amanhecer num poema numa boa

Remédios à mesa ungüentos frasco de essência
Um bem-te-vi bem ali na papoula ressoa
Outro tece seu ninho com galho e paciência


                          Luiz Alfredo - poeta





sexta-feira, 11 de agosto de 2017

...

Estou triste choro deploro
Tenho saudades da minha parceira
Ela que sorria com minhas piadas
Sem graça
Tenho saudades dela
Que foi uma matriarca em meu viver
Imaginando um cara como eu
Ter um  uma amiga
Daquelas que quando ela morre
Fica na minha alma de metal
Mas quem comanda o amor é o coração
E ainda ele é de carne
Mais meu horário
Minha alma é de metal
Mas trago na algibeira
O deus imerso na natureza
O Deus que merge numa autoconsciência
De Hegel
Ser uma partícula de Deus
Ter Aglaisse com parceira
Sanja com o Sulamina Ceci jJulieta
Mora na linda Fortaleza
Anda pela beira Mar-mar
Verde azul aurora aquarelada
Ser poeta
E amar os poetas daqui
Comer versos de um Francisco Carvalho
Imagina que todos os dias
De pais
Ou no dia do pai
Ela me presenteava com um sapato
Um  dia numa tarde poética
Eu pensei na metáfora de ter
Um sapato presenteado
É um conto mui lindo
Um verso sem medida
Um ensinamento uma lição
 E comer alpistes poetas
De um Patativa do Assaré
Que sereia a vida sem os poemas
Do Lorca Neruda Caeiro
Sem está quente xícara fumegante
De Café
Minha parceira mora nos meus
Sonhos
E na minha alma de metal
O meu cérebro ocidental
Racional lógica magistral
É alimentado pela carótida
Aberta pelo Stende
E pelo sangue diluído
Pelos anticoagulantes
Não pense que vou esquecer vossas
Palavras
Seu sorriso
Um coração grandioso que guardava
E ajudava muita gente
Falta você
Principalmente seu sorriso







terça-feira, 8 de agosto de 2017

Eu e tantos eus

Eu
E esses tantos Eus
Deus
O devir da natureza
A dialética do pensamento
Do homemulher(ers)
Fernando Pessoa
Tinha tantos Eus
E um monte de poetas
Cada um tinha um nome
Mais devia ter mais
Ainda bem que li Lacan
Li o Lobo da Estepe
Li a Mensagem de Fernando Pessoa
E suas outras pessoas
Não me comparo  eles
Leio seus versos
Aplico na alma
Nas artérias
E em cada tecla da máquina de escrever
Desligo a TV
E vou Lê um Thomas Mann
E talvez amanhã
Eu vá á Jaçanã
Eu sou u8m pobre poeta
Rimas pobres
Algibeira sem nenhum vintém
Exagero
Tem sim alguns
Sou poeta mais sei vender
Pirulitos
Declamar uns poemas
A vida depende de um Stender
De gotas anticoagulantes
A variante de Karpov
Levou-me ao Hospital
Desligo sem entender
Tenha um brusco AVC
Nunca vou esquecer a Loló
Tentando me lamber
Minha doce esposa
Levanto-me do chão
Mi hija Ella levanta El dorso
Um AVC
A morte lambe teu coração
Para a medicina parece não
Ser nada
Com uma carótida entupida
Placas de lipídios deslocando-se
Pelas as artérias
A outra carótida está com um
Stender
Tomando umas vinte pílulas
Dieta sem sal
Sem açucares
Mas eu sei de mim
Mesmo que seja pouca
Tenho agora uma alma
De metal
A vértebra L2 fraturada
Mais minha medula
Não foi afetada
E minhas vértebras colaram-se
Agora sou um homem rico
E feliz
Sou filho do dono do mundo
A ele peço luz aos meus olhos
Acordes aos meus ouvidos
E  poesias ao meu coração
Gosto desta forma neo-concreta
Meio Gullar
Estou lendo Haroldo Campos
Galáxias
Estou subindo uma Montanha Mágica
Eu sei que meu amanhã
Será lindo
Quero terminar esta vida
Conversando com bem -te –vis
E lendo poemas em Árabe
Spinoza nos colocou imersos
Mergulhados em Deus
Deus é um conceito pela qual
Medimos  nossa alma
Ele está contido no pensamento
Não conseguimos pensar este conceito
Ele está no pensamento em si
Um espantalho me falou
Somos  seres imersos na eternidade
No horizonte azul
Banhado de estrelas
E um lindo luar
E uma galáxia espiralando
Nossos nervos
Nossas vísceras
Minha alma de metal
Não deixou de entender
O Amor
Nem de te amar-te
Por ti vou a Marte
Escrever poemas nas peles
De Fobos e Demos












sexta-feira, 28 de julho de 2017

...

Escrevia sonetos
Versos de muitas articulações
Catava o que podia das estrelas bilacquianas
Das imensas constelações
Fazia versos em branco
E com estranhos sinais
Gostava de fazer versos
Nos dorsos das folhas mortas
Nas vértebras
Nas sílabas nasais
Assaz
Ainda não aprendi escrever canções
Em partituras
Meu alaúde sempre me ilude
Com seus sons
Até minha flauta ressalta
Aquela poesia do Lorca
Aquela do Neruda
Vale a pena declamar um Gullar


                                                       Luiz Alfredo - poeta