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quarta-feira, 1 de junho de 2016

zoutros noutros

Diga lá jacamim
Quem foi que te fez assim
Não cantas como o sabiá
Nem faz ninhos como o japim
Chocando outros ovos 
Criando os filhotes como seu
Não é o pássaro prometido
Por Prometeu
Não cantas como o assum-preto
Nem desdobras como o curió
Nem tem os presságios do melro
Nem o grasnar do corvo
O mergulhar da gaivota
O bemol do quero-quero
Com certeza para não viver só
nem entendes de chuava como o cancão
nem de arribação como a asa-branca
nem tens a garra amolada como o gavião
Como não pescas como o martim-pescador
Nem como o socó
Nem fazes o roteiro do albatroz
Nem veloz como a siriema
Que desorienta serpentes
E as estraçalha no bico
Nem melodiloso como o uirapuru
nem o lamento po´wetico do patativa
nem a melancolia da nambu
Nem tens o azul do céu na pena
Como o canoro sanhaçu
Nem acordas a aurora 
Como o bem-te-vi
Nem tens o bico afiado como o carcará
Por isto crias os filhos
Dos outros
Que por confiarem na mãe
Dão seus ovos pra ela chocar
Como não és como a cegonha
Não dá eles pra ninguém criar


domingo, 22 de maio de 2016

Aporiasdo Zenão de Eleia

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC
CURSO DE CONTABILIDADE
DISCIPLINA: FILOSOFIA E ÉTICA
DO DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
PROFESSOR: LUIZ ALFREDO
I SEMESTRE DE 2016



                   AVALIAÇÃO SEMESTRAL

APORIAS DE ZENÃO DE ELEIA:

A)    APORIA DA FLECHA
B)    APORIA DA TARTARUGA

1º) POR QUE OU COMO A FLECHA VOA SEM SE MOVIMENTAR?

2º) POR QUE A TARTARUGA VENCE A CORRIDACOM O MAIS RÁPIDO CORREDOR DE ATENAS?

OBSERVAÇÕES: O ALUNO DEVE RETIRAR DA INTERNET UM TEXTO SOBRE AS APORIAS DE ZENÃO DE ELEIA.
RESPONDER AS QUESTÕES ACIMA COM APOIO DO TEXTO VIRTUAL E O TEXTO PROPOSTO PELO PROFESSOR. O TEXTO RETIRADO DA INTERNET DEVE SER ANEXADO A PRESENTE AVALIAÇÃO.
AS RESPOSTAS E O TEXTO VIRTUAL DEVEM SER REMETIDOS PARA O E-mail: luiefmm@uol.com.br

AS RESPOSTAS DEVEM SER DISSERTADAS EM WORD – A PARTIR DE 2007 EM LETRA ARIAL OU EM TIMES NEW ROMAN. O TRABALHO DEVE TER UMA CAPA REGULAMENTAR.
O TRABALHO DO POEMA PASTOR DE CABRAS DO POETA FRANCISCO CARVALHO E A CRITICA SOCRÁTICA DO TEXTO: APOLOGIA DE SÓCRATES DEVENDO SER REMETIDOS JUNTO.
O COMENTARIO SOBRE O ARTIGO DA FOLHA DE SÃO PAULO: A GAIVOTA QUE VOA COM UM DARDO NA CABEÇA. PODENDO SER RESPONDIDO NA SITE DA FOLHA DE SÃO PAULO, OU NO BLOG LUIZ ALFREDO NUNES DE MELO, OU FACEBOOK: LUIZ ALFREDO NUNES DE MELO.

FELIZ SÃO JOÃO
E LIBERDADE PRA PAMONHA
MUITO CAUIM
E UM OLHAR NO MILHARAL FLORIDO
VEM
MEU BEM
VEM VER
A FLECHA
QUE VOA
PARADA
NINGUÉM VIU/ ZENÃO PENSOU



terça-feira, 10 de maio de 2016

El Toro - Malagueña

Luiz Alfredo: Eric Clapton & Phil Collins - Layla (Live Aid 1985...

Luiz Alfredo: Eric Clapton & Phil Collins - Layla (Live Aid 1985...: Sob os filamentos das estrelas E do luar Vagando entre mariposas e vaga-lumes Nas algibeiras do meu blusão rasgado Leva a lira do...

Haauer

É duro chegar ao cerne
Do diamante
Ao profundo amor do amante
Aos essentes do ser
Ser humilde para não saber
Que nada sabe
Perdoa-me Nietzsche
Mas esta eu aprendi
Com Sócrates
Cloro que teve momentos
Que escapei por um triz


Minha primeira arte poética
Foi copiar versos alheios
Versos que me levavam
Aos devaneios
Copiei versos com grafites
E giz
Alheio  
Passeio por entre estrelas
E um luar ensurdecedor
Uns grilos impertinentes
Este verso não é meu
É duma poeta massa
Uns vaga-lumes reluzentes
Passeando intermitentes
Numa hora luz
Outra pura escuridão
Mas ainda fica os vestígios
Da luz
O som nu pisca de olho

Aprendi a poetar com os Oswaldos
Um Gomes não de Matos
Mas de fato do mato
Abaporu mandi nambu
Outro o Andrade
Também o Mário de Andrade
Lembro-me quando me perdi
Na cidade
Claro que tive meu dia
De mosca azul
E moro na galáxia repleta
De poetas
Em Manaus os poetas moram
No vasto caos urbano
Insano
Educano careiro
Lá no cais moraram os tinteiros
As gaivotas
Os galantes botos mergulhadores
Encantados
Trazem no corpo entranhado
O aroma dos rios
Em Porto Velho os poetas estão
Nas ruas
Nas planícies da lua
Nos crepúsculos do mirante
Encontrei o poeta Bahia
Com sua mania de ser feliz
E poetar
Lembrei-me de um acorde
Do Binho
Lá na Boulevard
Acho que vou levar um buquê
De sonhos pra ela
Apaixonei-me pelo verde mar
Do Mucuripe
E levo meu velocípede
E minha viola
Para passear nas suas velas



terça-feira, 29 de março de 2016

Liberdade é um pássaro solto


Não fique triste bem-te-vi
Um dia há de vir
Que os pássaros possam voar
Livremente
Nem te melancolias juriti
A tarde é bela
E com teu arroio fica mais terna
Teima até em ser eterna
Nem liga colibri
Falaram-se mal de ti
Porque foste beijar à dália
E a flor da amora não gostou
E nem te namora
Tu apenas a beija e vai
Embora
Não sabe ela 
As batidas das tuas asas
Por segundo
Ficas congelado no ar
Que giras o mundo
Viras um flash de fotografia
Um zoom congelado
uma eternidade que não demora
Liga não sabiá
Sabe la o dia
Mas vai chegar
Que o poema terá prioridade
Claro depois da fatia
De pão
E do passeio na praça
De velocípedes 
E soltar balão
Fazer bolinhas de sabão
Misturar as garças
Com as nuvens brancas
Ai eu sei que vão querer
Trazer
O rouxinol e o curió
De volta
Vão querer recitar
Gonçalves Dias
Trazer a patativa
Os versos plantados na enxada
Que suspende a terra seca
Nos cordéis
Declamar as melodias do menestrel
Patativa do Assaré



sexta-feira, 11 de março de 2016

Pronuncia


Sonetos enluarados de luar
De violetas
Aquele campo de alfazemas
Perfume de magnólias
Canto mórbido do melro
Este é o que herdei
Do Ocidente
Em Calama acordava
Com o canto dos pássaros
Os gritos azuis e vermelhos
Da araras
O grito verde dos periquitos
Aos bandos de curicas
Papagaios balançam nos galhos
Quebrando sementes no bico
Despedaçando orvalhos
O luar toma cuidado com eles
Para não beliscar sua face
Ultrapassa a madrugada afoita
Apaga as fogueiras
E as lamparinas
Em Calama as estrelas abrem
Seus corações
E as flores seus encantos
As nereidas seus cantos
Viramos sem quer um bicho
Do mato
Um boto no rio