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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
ADE-ARTE: LEDA E O CISNE NA POESIA
ADE-ARTE: LEDA E O CISNE NA POESIA: Leonardo da Vinci Leda e o Cisne - Peter Paul Rubens , Holanda, 1577-1640 Leda e o Cisne, de Paul Prosper Tillier, 1860 Decidi ex...
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Pastor de cabras
Fui pastor de cabras
e de rios secos
rezei pelas vacas que morreram de sede
e os bezerros que ficaram
órfãos e foram alimentados com
o leite dos pássaros.
Rezei pelas vértebras da paisagem
pelo sangue das pedras
pelas árvores e seus esqueletos
de faraós, pelas portas
fechadas das casas onde a lua
dialoga com os mortos.
Rezei em memória do vento
que à noite pastoreia
as lavouras soterradas de meu pai.
Rezei pelos seios da terra
pelo aniquilamento dos pássaros
pela volta da chuva
e a diáspora das borboletas.
Rezei pelos náufragos do amor
do tempo e da eternidade.
Rezei pelos espantalhos de braços abertos
rezei pelos afogados daquele rio
que não seca nunca.
Fui pastor de cabras
e de rios secos
rezei pelas vacas que morreram de sede
e os bezerros que ficaram
órfãos e foram alimentados com
o leite dos pássaros.
Rezei pelas vértebras da paisagem
pelo sangue das pedras
pelas árvores e seus esqueletos
de faraós, pelas portas
fechadas das casas onde a lua
dialoga com os mortos.
Rezei em memória do vento
que à noite pastoreia
as lavouras soterradas de meu pai.
Rezei pelos seios da terra
pelo aniquilamento dos pássaros
pela volta da chuva
e a diáspora das borboletas.
Rezei pelos náufragos do amor
do tempo e da eternidade.
Rezei pelos espantalhos de braços abertos
rezei pelos afogados daquele rio
que não seca nunca.
Francisco Carvalho – poeta
Leia esta poesia do
grande poeta Francisco Carvalho
e responda qual a
figura de linguagem do verso:
O leite dos pássaros.
Leia o texto sobre
figuras de linguagens para ajudar
na compreensão do
verso proposto. http://www.faccamp.br/apoio/SoniaSueliBertiSantos/comunicacaoSocial/FIGURAS_LINGUAGEM_COMPLETO.pdf
Luiz Alfredo: Eu não Matei o Espantalho
Luiz Alfredo: Eu não Matei o Espantalho: Rezei pelos espantalhos de braços abertos .....
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Helena de Troia
Universidade Federal do Ceará - UFC
Curso de Administração e Contabilidade
Avaliação Parcial : Assista o Filme:
Helena de Troia e responda as questões:
1º) Qual a genealogia de Helena
de Troia?
2ª) Explique duas causas da
Guerra de Tróia:
3º) Qual a causa da volta do
vento que levou
os barcos
de guerras gregos navegarem
para Troia?
4ª) Como foi decidido o casamento
de Helena
Com Menelau
5º Cite cinco cidades gregas que
faziam parte
da coalizão que atacou Tróia :
- A Guerra de Tróia
As vísceras
do Cavalo de Tróia
Também me
feriram
Deixando
seus efeitos colaterais
Nas minhas
artérias
Com seus
poemas quase letais
O rapto de
Helena
Levou-me a
guerra além-mar
Onde fui
atingido por setas incendiadas
Por loucas
paixões
Dardos
repletos de ciúmes carícias
Malicias
estultícias
E traições
Batalhas de
músculos tatuados
Por
lembranças apaixonadas
Lanças que
voavam como pássaros
Envenenados
Cortes
profundos
Coração de
olhos fechados
Exangues
Versos
despedaçados por amar
Uma flecha
no calcanhar
Na volta
ainda naufraguei num mar
Revoltado
irado
Os deuses
também se sentiram traídos
Escapei dos
cantos das sereias
De ouvidos
tampados
Por mãos
tremulas para não ser
Devorado
Por caninos
amolados nos corais
E nas
estrelas
O feitiço
de Circe
Também me
atingiu
Ruminei
diante de sua beleza
Traiçoeira
Mas
construí alguns versos
Que
confundiram a feiticeira
E ajudei
preparar o vinho
Que
embriagou cegamente
Os
Ciclóides
O rapto de
helena
Com seus
lindos olhos maquiados
De paixão
E longas
melenas de um milharal
Encantado
Colorido
pelo vento
Que embala
os trigais
Sorriso
doce como mel
Seus seios
dois cálices de vinhos
Embriagados
Beijos
tragados de volúpias
E poesias
Suas roupas
transparentes
Seus
adornos suas jóias
Também me
levaram para a guerra
De Tróia
O amor nos
leva a terra distante
A plaga
longínqua
Um presente
de grego
Também me
feriu
E destruiu
a cidade com sua muralha
Quase
intransponível
Arqueiros
vorazes
Flechas loquazes
Envenenadas
velozes indivisíveis
Amoladas envenenadas
Traiçoeiras
Oh! Tróia?!
Que uma
linda mulher
E um cavalo
de madeira
Deixaram
tudo em ruínas
Transformaram-na
em lendas
Poemas
mitológicos.
Luiz Alfredo - poeta
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Pescaria
A meia lua
de uma bela madrugada
Andaluz
Voltava
feliz da minha pescaria
Tinha
pescado um ambarino
Luar
Um mandi um
cará
Dois mindim
e um mapará
E um waka
Enchi um
paneiro de pirilampos
Reluzentes
E outro de
estrelas cadentes
Na volta
meu caniço murmurou
Porque
quase nada pescou
E uma peixe
- mulher nem deu bola
Para sua
isca saborosa
Bateu as
abas na água
Insana nas
suas belas barbatanas
Saiu toda charmosa
Com sua
escama brilhosa
E emergiu
nos acordes
Das
borbulhas azuis
Até a
zagaia pontiaguda
Amolada
Errou as
asas de uma bela arraia
Que saiu
plainando lentamente
E foi
amerissar bem mais fundo
Em outro
lugar profundo
Com seu
veneno secular
Luiz Alfredo - poeta
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Meu Lado Cecília
Eu nem sequer era poeta
E nem sabia conjugar
O verbo amar
Minha vida era comer framboesas
E crepúsculos avermelhados
E esperar o luar
Eu nem tinha conhecido
Alice
Como te disse
Minha vida era correr
Nos matos
E mergulhar nos igarapés
Luiz Alfredo - poeta
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